Cores- Fernanda R-Mesquita

 Um dia arrebatou-me o desejo de entender cada cor
pois cresci a chamar ao vermelho de rubro, paixão a beber,
ao preto, mau presságio, como o canto de um corvo, dor
ao branco, pureza de uma virgem a enaltecer.
 
Ao verde, a esperança de transformar as trevas em luz,
ao roxo, mãos violáceas, vida orientada pela agonia,
ao azul, a cor do céu onde vivem os sonhos, talvez Jesus
e ao rosa, cândido amor a desabrochar em alegria.
 
Na vontade de sentir a verdadeira cor das cores,
transportei-me até ao dia em que a perfeição desabrochou,
no dia em que Deus, decidiu ser pintor entre os pintores.
 
Caminhei por entre jardins e a todos me entreguei
como a ave que se entrega ao seu ninho, e tudo se revelou;
todas as cores tinham a cor do sentimento com que as olhei!











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