Coroa de espinhos- Eduardo Mesquita


Desiludido sim... da vida e das pessoas
Que me fazem acreditar que são diferentes,
De espinhos hoje na minha alma acentaram coroas
E os meus pensamentos de novo parecem descrentes.

Das lágrimas não choradas, ouvi gritos estridentes
Quando a rua saí, e tudo em mim foram mágoas.
Galguei nas bermas da desilusao, meus olhos inocentes
Quando nas tristezas revi as minhas horas boas.

Porquê de novo eu na bondade quero acreditar
Na vida que se me ofereceu num momento bonito
Quando naquela tarde senti de novo o sol a brilhar?

Porquê, se nem mesmo eu sei porque acredito?
Talvez por nada, por tudo, por querer dar
O tudo que em nada fica... no mesmo grito.

Eduardo Mesquita

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