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Sem papas na língua
Eu sou assim, sem papas na língua
ou sim, ou sopas, não sou de bocas
pão pão, queijo queijo, se não gostas
põe à beira do prato, logo à noite
faço um festejo e com as sobras
um bacalhau à moda "Do Crato".
Comigo ninguém grita e se gritar
como sou pequena, em bicos
de pés me transformo numa hiena.
Faz o que eu digo, não faças o que
eu faço, porque se me irritas, o sangue
sobe-me à cabeça e em ti me desfaço.
Perco as estribeiras quando me tiram a razão
com a mentira, faço uma revolução
com a teimosia, chamo-lhe nomes
tão feios que ofendo a sua tia.
Prefiro perder uma amizade
do que a oportunidade de ficar calada.
Cristina Ivens Duarte
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